domingo, 18 de setembro de 2016


 Religiões afro-brasileiras, uma questão filosófica – por Nei Lopes -




O juiz Eugenio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, rejeitou a retirada da internet de 15 vídeos contra o candomblé e a umbanda, alegando que os cultos afro-brasileiros “não constituem religião”, pois não se baseiam em apenas um livro nem têm apenas um deus. Os vídeos foram postados por representantes de igrejas evangélicas. No artigo abaixo, o escritor Nei Lopes explica os fundamentos dos cultos de origem africana e seu caráter religioso.


Em junho de 1993, a Suprema Corte dos Estados Unidos garantiu aos praticantes de cultos de origem africana o direito de sacrificar animais em suas cerimônias religiosas. Esse relevante fato histórico deveu-se, certamente, à articulação das casas de culto de origem cubana estabelecidas no país a partir da década de 1950, as quais na década de 1970 já tinham, entre si, a Church of The Lukumi Babalu Ayé, a qual se propunha, quando de sua fundação, a ter sede, escola, centro cultural e museu, para sua comunidade e público em geral. Na contramão de conquistas como essa, no Brasil atual chega-se a negar aos cultos afro-originados até mesmo a condição de religiões.

Ritual de iniciação das filhas-de-santo. Bahia, Brasil, 1951. Fotografia de José Medeiros/Acervo IMS.
Filosofia. Em 1949 era publicado em Paris o livro La philosophie bantoue, obra em que o padre Placide Tempels dava a conhecer o resultado de suas pesquisas de campo realizadas no então Congo Belga. Contrariando toda uma concepção preconceituosamente negativa a respeito do pensamento dos povos africanos, o livro revelava a existência, entre os pesquisados, de uma filosofia baseada na hierarquia das forças vitais do Universo, a partir de uma Força Superior. Assim, quanto aos seres humanos, aprendia o missionário, entre outros postulados, que todo ser humano constitui um elo vivo na cadeia das forças vitais: um elo ativo e passivo, ligado em cima aos elos de sua linhagem ascendente e sustentando, abaixo de si, a linhagem de sua descendência. Consoante esses princípios, todos os seres, vivos ou mortos, se inter-relacionam e influenciam. E a influência da ação de forças tendentes a diminuir a energia vital se neutraliza através de práticas que façam interagir harmonicamente todas as forças criadas e postas à disposição do homem pela Força Suprema.

Leia também: Justiça Federal define que cultos afro-brasileiros, como a umbanda e candomblé, não são religião

Meio século depois, outro missionário, o padre espanhol Raúl Ruiz Altuna, pesquisando a partir de Angola, conseguia estabelecer outra hierarquia, traduzida nos seguintes ensinamentos:

A Força Suprema reconhecida pelo pensamento africano corresponde ao Ser Supremo das religiões monoteístas. Criador do universo e fonte da vida, esse Ser infunde respeito e temor. Mas é tão infinitamente superior e distante que não é cultuado, ou seja: não pode nem precisa ser agradado com preces nem oferendas. Abaixo desse Ser situam-se, no sistema, seres imateriais livres e dotados de inteligência, os quais podem ser gênios ou espíritos.

Os gênios são seres sem forma humana, protetores e guardiões de indivíduos, comunidades e lugares, podendo temporariamente habitar nos lugares e comunidades que guardam, e também no corpo das pessoas que protegem. Já os espíritos são almas de pessoas que tiveram vida terrena e, por isso, são imaginados com forma humana. Podem ser almas de antigos chefes e heróis, ancestrais ilustres e remotos da comunidade, ou antepassados próximos de uma família.

Ao contrário do Ser supremo, gênios e espíritos precisam ser cultuados, para que, felizes e satisfeitos, garantam aos vivos saúde, paz, estabilidade e desenvolvimento. Pois é deles, também, a incumbência de levar até o Deus supremo as grandes questões dos seres humanos. Assim, já que contribuem também para a ordem do Universo, eles devem sempre ser lembrados, acarinhados e satisfeitos, através de práticas especiais. Essas práticas, que representam um culto em si, podem, quando simples, ser realizadas pelo próprio interessado. Mas, quando complexas, devem ser orientadas e dirigidas por um chefe de culto, um sacerdote.

Dentro dessas linhas gerais, segundo entendemos, foi que se desenvolveu a religiosidade africana no Brasil e nas Américas.

Relevância. Os estudos dos padres Tempels e Altura desenvolveram-se entre povos do grupo Banto, do centro-sudoeste africano. Mas outros estudos, inclusive de sábios e cientistas nativos, nos deram conta de que, embora as religiões negro-africanas tenham suas peculiaridades, todas elas comungam de uma ideia central, a da inter-relação entre as forças vitais, sendo vivenciadas segundo princípios comuns.

Por conta dessas formulações, em 1950, no texto Philosophie et religion des noirs (revista Présence Africaine, nº especial 8-9), o antropólogo francês Marcel Griaule primeiro indagava se seria possível aplicar as denominações “filosofia” e “religião” à vida interior, ao sistema de mundo, às relações com o invisível e ao comportamento dos negros. Perguntava-se, ainda, sobre a existência de uma filosofia negra distinta da religião e de uma religião independente, de uma metafísica, enfim.

Ao final de sua indagação, o cientista afirmava a existência de uma verdadeira ontologia (parte da filosofia que estuda a existência) negro-africana, concluindo pela antiguidade do pensamento nativo, nivelando algumas de suas vertentes a concepções filosóficas asiáticas e da Antiguidade greco-romana; e ressaltando a necessidade e a importância do estudo desse pensamento. Quatro décadas depois, o já citado Altuna, fazendo eco a Griaule, afirmava: “Basta debruçarmo-nos sobre esse conjunto de crenças e cultos para encontrar uma estrutura religiosa firme e digna”.

Definição. O termo “religião”, segundo N. Birbaum, referido no Dicionário de Ciências Sociaispublicado pela Fundação Getúlio Vargas, em 1986, define um conjunto de crença, prática e organização sistematizadas, compreendendo uma ideia que se manifesta no comportamento dos seguidores. Daí aferimos que toda religião se define, em princípio, por um culto prestado a uma ou mais divindades; pela crença no poder desses seres ou forças cultuados; e em uma liturgia, expressa no comportamento ritual; e finalmente pela existência de uma hierarquia sacerdotal.

Pelo menos desde meados do século XIX, as religiões chegadas da África ao Brasil, apesar de todas as condições adversas, conseguiram recriar, no novo ambiente, as crenças e as práticas rituais de sua tradição ancestral, dentro dos princípios científicos que definem o que seja religião.

Na própria África já se distinguia, por exemplo, o feiticeiro (ndoki, entre os bantos), agente de malefícios, do ritualista (mbanda ou nganga), manipulador das forças vitais em benefício da saúde, do bem-estar e do equilíbrio social de sua comunidade. E no Brasil, como em outros países das Américas, as diversas vertentes de culto chegaram a tal nível de organização que constituíram, de modo geral, categorias sacerdotais altamente especializadas. Por exemplo, no candomblé: um babalorixá (“pai daquele que tem orixá”, e não “pai de santo”, como se traduziu derrogatoriamente) não tem a mesma função de um “babalaô” (“pai do segredo”), responsável por interpretar as determinações do oráculo Ifá. Uma equede (sacerdotisa que atende os orixás quando incorporados) não tem as mesmas funções de uma iá-tebexê (a responsável pelos cânticos rituais). Da mesma forma que um axogum (sacrificador ritual) não tem as mesmas funções de um alabê (músico litúrgico), por exemplo.

As religiões de matriz africana no Brasil, em suas várias vertentes, praticam uma liturgia complexa, que compreendem rituais privados e públicos. Nas práticas privadas, todo ritual se inicia pela invocação nominal dos ancestrais, remotos e próximos, dos fundadores do templo, em listas tão mais longas quanto mais antigo for o “fundamento” da casa. Nas festas públicas, notadamente no chamado candomblé jeje-nagô, oriundo da região africana do Golfo do Benin, as divindades (orixás ou voduns) se manifestam numa ordem rigorosamente obedecida, da primeira à última a entrar na roda das danças. E por aí vamos.

Constitucionalidade. Não é o monoteísmo que caracteriza uma religião. Se assim fosse, as religiões orientais como o hinduismo, o taoísmo etc. não seriam como tal consideradas. Muito menos o é a circunstância de as práticas religiosas serem ou não baseadas em textos escritos. A propósito, o historiador nigeriano I.A. Akinjogbin, em artigo na coletânea Le concept de pouvoir em Afrique (Paris, Unesco, 1981), assim se manifestou: “O conhecimento livresco tem um valor formal e importado, enquanto o saber informal é adquirido pela experiência direta ou indireta. Os conhecimentos livrescos não conferem sabedoria (…) O ensinamento tradicional deve estar unido à experiência e integrado à vida, até porque há coisas que não podem ser explicadas, apenas experimentadas e vividas”.

Vejamos, em conclusão, que toda a tradição africana de culto aos orixás, da qual no Brasil se originaram principalmente o candomblé da Bahia (nagô e jeje), o xangô pernambucano, o batuque gaúcho e a umbanda fluminense, tem uma base filosófica. Esse fundamento é, em essência, o vasto conhecimento que emana da tradição iorubana de Ifá, o oráculo que tudo determina, em todos os momentos da vida de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação etc. Da tradição de Ifá é que vêm, por exemplo, a origem dos orixás, sua mitologia, suas predileções, suas cores etc. O popular jogo de búzios é uma forma simplificada de consulta ao oráculo.

Esse corpo de doutrina, compreendendo muitos milhares de parábolas, foi transmitido de geração a geração entre os antigos babalaôs, na África e nas Américas. E nos tempos atuais, embora não unificado, já começa a ter circulação inclusive na internet.

Pois essa tradição remonta a muitos séculos; e sua história se conta a partir do momento em que Oduduá, o grande ancestral dos iorubás, cuja presença histórica, no século XII d.C., é atestada cientificamente (cf. A. F. Ryder, História Geral da África, Unesco/MEC/UFScar, vol. IV, 2010, p. 389), após fundar a antiga cidade de Ifé, enviou seus diversos filhos em várias direções, para fundar cada um o seu reino.

Mas esta é apenas uma parte da alentada e sábia tradição religiosa que os antigos africanos legaram ao Brasil. A qual, como um todo, goza da proteção constitucional do artigo 5º da Constituição Federal, bem como daquela assim enunciada: “O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (art. 215, parágrafo 1º).

Nei Lopes é autor de, entre outros livros, Kitábu, o livro do saber e do espírito negro-africanos (Ed. Senac-Rio, 2005).

Fonte: Blog do IMS - Leia a matéria completa em: http://scl.io/l4yFgqyH#gs.Yrtb15Y

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O QUE SIGNIFICA SER BABALORIXÁ?//

 O QUE SIGNIFICA SER BABALORIXÁ?





http://fabiyemonja.blogspot.com.br/2011/12/o-que-significa-ser-babalorixa.html







Ser Babalorixá ou Iyalorixá denota, em primeiro lugar, ter conhecimento e autoridade legítima de condução dos ritos sagrados da religião africanista. Mas também requer um amplo conhecimento de si mesmo, um olhar equilibrado diante das coisas da vida... 
Ter autocontrole, entender que nada em nossa existência material é eterno... 
Aprender a lidar com a ingratidão das pessoas que só vêem a nossa fé como oportunidade de buscar benefícios para si, sem se entregar de verdade aquilo que nos dá tudo, que são nossos orixás.
Abraçar este caminho é consagrar-se a ser Pai ou Mãe, não dos Orixás, mas de um monte de gente diferente, que mesmo não tendo seu sangue ou sobrenome, você vai amar como sendo um pedaço seu... 
Muitos irão lhe decepcionar; outros vão te trair e alguns vão somente te usar até alcançar aquilo que vieram buscar dentro da religião... Mas sempre existirão aqueles, que vão te surpreender, e que no momento em que estiveres prestes a desistir, já calejado com tantas pedradas, vão retribuir o amor que dás de verdade a todos, mas que só alguns conseguem compreender.
Ser Pai ou Mãe é ensinar o caminho, é conduzir para a independência. 
É dar a liberdade para que aqueles que desejarem partir o façam, se aventurem ao mundo... Mas Pai ou Mãe de verdade deixa sempre uma fresta na porta, para que seus filhos, mesmo após tropeços, possam voltar pra casa e recomeçar... 
Isso é ser Babalorixá e não vendedor de Axé, comerciante do sagrado.
Pra mim, filho que fala mal do Pai é errado, mas Pai que fala do filho é imperdoável... 
Dos jovens até é compreensível a imaturidade, mas dos Pais, isso me soa como falta de caráter. 
Nesses tempos de internet, me dói ver Babalorixás e Iyalorixás, difamando e ameaçando seus filhos, ex-filhos (será mesmo que isso existe?! 
Achei que vínculo de Pai e filho fosse eterno, por que o rompimento não apaga uma existência)... 
Tão triste essa atitude, problemas domésticos devem ser resolvidos de forma privada...
Ser Pai e mãe é dar exemplo, e o que esses ditos Babás e Iyás esperavam de seus filhos, se sua própria conduta é nefasta? Lobo não cria cordeiro, nem vice-versa...
Cada um é rei em seu egbé, porém suas cadeiras permanecerão vazias ao seguir-se a falta de caráter e ética na prática da religião.
Nada mais significando além de belos tronos.

Boa noite Asé a todos "
Giovane Hernandez, Bàbálòòrísá


 


https://www.facebook.com/CasaLindadeAmigos/photos/a.164443913707313.38992.163667207118317/545639922254375/?type=3&theater

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Filho de santo.....

Filho de santo.....
Que sabe muito.
Que não senta pra aprender.
Que não para pra escutar.
Que pula de casa em casa como pipoca,pois pra vc nenhum Pai de Santo presta.
Que não tem tempo pra doutrina.
Que não aceita servir.
Que quer brilhar.
Que quer se ocupar com o melhor santo.
Que quer ganhar dinheiro fácil.
Que é mais importante que todos.
Que quer ter tudo independente de merecimento.
Boneca de salão.
Arroz de festa.
Brilhantina.
Etc....
Bora criar sua própria religião,o que vc está esperando????
Aproveita e leva junto todos que pensam como vc.
Os sacerdotes e sacerdotisas sérios que tem mais o que fazer do que perder tempo com vcs,agradecem.
Sacerdote Babalorixá César Ti Gbarú.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ORIXÁ E PECADOR A SIMBIOSE E O RESULTADO !!!!








"ORIXÁ E PECADOR A SIMBIOSE E O RESULTADO !!!!"

Bueno muito se tem falado em resultado em consequência escolhi hoje  para falar de um assunto que eu acredito seja de suma importância.

Muito se fala em desvirtuamento da religião de matriz africana muito se tem falado em mudanças e modismos e muito pouco se tem falado desta ligação cósmica que se dá entre o realmente iniciado e o Orixá.


Este ligação se dá em algo muito parecido com uma simbiose, passam a coexistir num cosmos Orixá e pecador, isto passa a ser a vida deste iniciado ele passa a viver sob a égide da bandeira que o acolheu de seu Orixá e do Orixá que comanda esta bandeira isto é viver a religião com seus dogmas preceitos e modo de vida.

O que acontece hoje na minha perspectiva, é que  esta ligação está cada vez em algumas situações mais tênue mais  rasa!

E porque isto ocorre ? Simples a religião de matriz africana chamada batuque cada vez mais, sofre a interferência de outros cultos, ela deixa de ser um modo de vida para ser mais uma crença aliada à outras tantas que vemos todo os dias nascer em cada esquina.

Vão se perguntar aonde ele quer chegar com isto !?



Bem simples em lugar algum !

O caso não é chegar em algum lugar e sim estar no lugar certo o Batuque não é só mais uma religião não é só mais uma filosofia e as provas estão ai, aquele que encara a religião como uma filosofia de vida se enquadrando dentro de um cosmos afro-gaúcho vem amealhando os frutos que disto provem os demais tem em si o gosto a vontade porem não tem o resultado.

Quantas vezes a inercia toma conta de nós quantas vezes nos debatemos por simplesmente não escutar os desejos de nosso Orixá, quantas vezes uma mudança de postura muda a nossa vida de forma definitiva ou não, quantas vezes somos surpreendidos que uma coisa tão simples resolveu algo que vinha se arrastando a anos décadas!

Concluindo se queremos uma resposta positiva temos que viver o que estamos fazendo e não esperar uma resposta de quem nós mesmos tratamos de afastar de nós.
Gilson Da Oba 











terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Iniciação aos cultos Afro Brasileiros !!!!


 INICIAÇÃO AO CULTO AFRO-BRASILEIRO.



 


Falava a pouco com uma grande amiga a dona Kate Dutra sobre as obrigações na nação e no povo de Umbanda e Exu .

Achei por bem fazer uma reflexão:

Muitos já se depararam com a seguinte situação pessoa com caminho na religião Orixá querendo obrigação condições financeiras para tal, tempo para fazer, disposição para fazer e ali na frente o Yao (passa a ser iniciado) ou Já pronto abandona tudo e as vezes com revolta e desprezo por tudo que viveu e ai?

Bom vamos lá, aonde entra o sacerdote, aonde entra o pré iniciado aonde entra o Orixá ?


Meus amigos a religião não é fácil e diria é senão a mais difícil, uma das mais difíceis para se seguir, as demais religiões conhecidas e de domínio do grande publico estão escritas em algum lugar ou tem uma regulação de sua atividade a nossa não, ela é escrita dia a dia e julgada e corrigida por Deuses pensem nisto....




 

 "No momento da iniciação é preciso se ter consciência do que se está fazendo é para o resto da vida"



 
Quando o Yao abandona sua Obrigação não é não como alguns acham um problema dele e sim de toda uma egrégora, se criou um vinculo até pós mortem com ele e o Orixá dele a pessoa sai da religião mas a religião não sai da pessoa ela deixa de ter obrigação mas não perde o vinculo jamais.


Me assusta ver gente que foi consultar o jogo de Ifá e ali meses já é iniciada ou em alguns casos aprontada na religião, me deixa triste ver que em alguns anos eles estarão em completo conflito entre o desejo pessoal e sua caminhada religiosa !

E porque isto ocorre vc´s já se questionaram ? Eu já e consultei o santo e Ifá e todos me disseram a mesma coisa, livre arbítrio este mesmo que nos coloca a prova a cada amanhecer a cada novo dia.

Sim quem inicia alguém cria um vinculo Orixá Ori e bandeira e tem responsabilidade por tudo que venha ocorrer !!!!